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CRISTÁLIA ENTRA NO MERCADO DE VACINAS TRAZENDO PRODUTOS DE ÚLTIMA GERAÇÃO CONTRA GRIPE E HEPATITE "A"
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O laboratório Cristália, de capital 100% nacional, prepara sua entrada no mercado de vacinas. A partir deste mês, através da parceria internacional com a suíça Berna Biotech, nasce sua Unidade de Negócio IMUNO, cujo slogan - Inovação em Imunoterapia - reflete seu compromisso de buscar o que há de mais avançado no segmento, visando atender as necessidades da classe médica e seus pacientes, contribuindo com a saúde e melhor qualidade de vida de milhões de pessoas. |
Inicialmente, serão colocadas no mercado duas novas vacinas. A primeira, internacionalmente comercializada como INFLEXAL® V (Vacina Virossomal de Vírus Inativado contra a Gripe), produzida, como o próprio nome diz, com tecnologia virossomal, foi desenvolvida e patenteada pela Berna. Esta tecnologia virossomal confere a Inflexal® V alta imunogenicidade e baixo índice de reações adversas, o que está comprovado através de vários estudos científicos já realizados. INFLEXAL® V é uma vacina contra a gripe de última geração, e está indicada para pacientes de todas as idades, especialmente crianças e idosos, pacientes imunodeprimidos e também para crianças portadoras de enfermidades respiratórias crônicas, particularmente Fibrose Cística. |
Igualmente importante é o lançamento da vacina contra Hepatite A, internacionalmente comercializada como EPAXAL® (Vacina Virossomal contra a Hepatite A) que também utiliza a avançada tecnologia virossomal. Epaxal® apresenta elevado grau de pureza, é isenta de conservantes e sem adição de alumínio, antibióticos ou Tiomersal. A Vacina tem apresentação única para todas as idades: adultos, adolescentes e crianças acima de 1 ano.
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TECNOLOGIA VIROSSOMAL NA PRODUÇÃO DE VACINAS
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Um dos desafios do desenvolvimento de vacinas é a criação de produtos que contenham antígenos definidos e de alta pureza, e que induzam a uma resposta imune que realmente ofereça proteção. A tecnologia virossomal abriu uma nova fronteira para a vacinologia, pois, ao mesmo tempo em que melhora substancialmente a distribuição de antígenos para atingir as células auto-imunes, reduz os efeitos adversos causados pelas vacinas que utilizam adjuvantes convencionais. |
A tecnologia virossomal, como o próprio nome diz, emprega virossomas, vesículas esféricas que contêm proteínas virais impregnadas em suas membranas. Essas proteínas permitem que as membranas dos virossomas se fundam com as células do sistema imunológico. Com isso, os virossomas levando os antígenos específicos da vacina, ao serem injetados no organismo, são reconhecidos e levam ao desencadeamento do processo de criação de anticorpos, que levam à imunização. Cumprido seu objetivo, os virossomas se desfazem completamente entre as células. |
Para se entender melhor a tecnologia virossomal é preciso conhecer um pouco sobre a evolução da produção de vacinas. Como exemplo, tomemos as vacinas contra gripe. A tecnologia de 1a. geração desse tipo de vacinas, que data de 1972, utilizava o vírus inteiro. Foi empregada sem alterações por mais de 20 anos, pois, apesar de fortes reações adversas, apresentava excelentes índices de proteção. |
Buscando reduzir a intensidade das reações adversas, em 1995 foram introduzidas no mercado as vacinas produzidas com tecnologia de 2a, geração, que usa o vírus fragmentado, processo que se denomina "split". Alguns anos depois foi desenvolvida a tecnologia de 3a. geração, que utiliza a sub-unidade no processo de tratamento do vírus. No entanto, essas duas tecnologias, apesar de terem conseguido reduzir a intensidade das reações adversas, tiveram também reduzida a sua resposta imune. |
A tecnologia de 4a. geração, ou tecnologia virossomal, desenvolvida recentemente pelo laboratório suíço Berna Biotech AG, emprega os virossomas - que possuem antígenos de hemaglutinina e neuraminidase intercalados na camada de fosfolipídeo - como adjuvantes e transportadores de antígenos. De forma simplificada, podemos dizer que inicialmente o processo separa a hemaglutinina e a neuroaminidase (antígenos da gripe), do material genético do vírus. Todo o material genético é descartado, fazendo com que o virossoma seja incapaz de produzir a doença. Depois de purificadas, essas duas substâncias são misturadas com lecitina. Dessa forma chega-se a uma nova composição do virossoma (que simula o vírus Influenza, porém com total ausência de RNA-Viral) que é utilizada na vacina. O organismo do indivíduo que recebe esta vacina, ao identificar os virossomas "modificados", desencadeia o processo de imunização, que oferece muito mais eficácia e um índice praticamente nulo de reatogenicidade.
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