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Parceiros
UNICAMP
O PARCEIRO
A Unicamp, com seu campus instalado em 5 de outubro de 1966,
firmou-se, poucos anos mais tarde, como uma das principais
universidades latino-americanas, verdadeira usina de pesquisas
avançadas e de interesse social, hoje inteiramente
consolidada.
Assim, a Unicamp soube aliar sua juventude a uma forte experiência
na produção de conhecimentos inovadores em praticamente
todas as áreas. Isto faz com que mantenha áreas
de compatibilidade científica e tecnológica
com os principais centros de pesquisa do mundo, com os quais
possui mais de uma centena de convênios de cooperação.
Cristália mantém convênio com o Laboratório
de Biomembranas, do Departamento de Bioquímica, do
Instituto de Biologia, que desenvolve projetos voltados à
interpretação da ação, em membranas,
de substâncias como anestésicos locais, fenotiazínicos,
antimaláricos, antiesquistossomais e detergentes não-iônicos.
O PROJETO
O desenvolvimento de sistemas de liberação
controlada tem sido alvo de pesquisas há pelo menos
quatro décadas. A tecnologia na obtenção
molecular de carreadores e o estudo de suas interações
com as drogas passíveis de encapsulamento têm
proporcionado vantagens em contornar as limitações
de propriedades físico-químicas (solubilidade),
farmacodinâmicas (potencialização do efeito
terapêutico), farmacocinéticas (controle da absorção
e distribuição tecidual), além de possibilitar
redução da toxicidade local e sistêmica.
Entre os principais carreadores destacam-se os lipossomas
e as ß-ciclodextrinas, que vêm trazendo inúmeras
vantagens no desenvolvimento de formulações
de liberação controlada contendo anestésicos
e outras drogas.
Lipossomas: são vesículas capazes de
veicular substâncias para órgãos-alvo,
disponibilizando uma fração da droga para o
sítio de ação. Descobertos em 1963, consistem
em esferas microscópicas de tamanhos variados com uma
ou mais bicamadas lipídicas concêntricas separadas
por compartimentos aquosos. O encapsulamento de drogas é
orientado pela hidro ou lipofilicidade das substâncias.
Drogas hidrofílicas possuem tendência a permanecer
no compartimento central aquoso e drogas hidrofóbicas
encontram-se dispersas na bicamada lipídica, enquanto
moléculas com porções hidrofílicas
e hidrofóbicas (anfipáticas) mantêm contato
com a membrana e a face aquosa (figura 1).
Figura 1: Representação esquemática
de um lipossoma
ß-ciclodextrinas: são produtos da hidrólise
enzimática do amido realizada por alguns microorganismos
e plantas. Estas estruturas têm a propriedade de formar
complexos de inclusão dependentes essencialmente da
compatibilidade estérica e da polaridade da substância.
Isto gera uma baixa absorção sistêmica
do complexo formado, alterando a intensidade e a duração
do efeito dos fármacos (figura 2).

Figura 2: Representações da estrutura da ß-ciclodextrina.
Um dos projetos relevantes, fruto desta parceria, é
a proposta de inclusão de anestésicos locais
em vetores para posterior administração aos
pacientes. bupivacaína, mepivacaína e ropivacaína
encapsuladas por ß-ciclodextrinas já foram
testadas em trabalhos experimentais com resultados bastante
promissores quanto ao aumento da duração do
efeito analgésico.
OS BENEFÍCIOS
A possibilidade de aumento da duração da ação
dos anestésicos locais, com conseqüente redução
da massa total administrada, dos efeitos adversos e da cardio
e neurotoxicidade, são saltos de qualidade passíveis
de serem alcançados com as novas formulações.
Mais uma vez, o trabalho parceiro com a UNICAMP permite o
desenvolvimento de produtos de ponta para a anestesiologia
brasileira.
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