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História

Fundada em 1972, a Cristália iniciou suas atividades na área de Psiquiatria, fornecendo medicamentos para clínicas, hospitais e, principalmente, governo. Após alguns anos, mantendo o foco na área hospitalar, foi iniciada a produção de anestésicos e adjuvantes. Ainda neste mercado - hospitalar - o lançamento de narco-analgésicos abriu um novo segmento no tratamento da dor.

Algumas características sempre acompanharam a trajetória da empresa. Inovação é uma delas. A Cristália, através de parcerias internacionais, disponibilizou produtos exclusivos aos médicos brasileiros, como naltrexona, nalbufina, naloxona, esmolol e nitroglicerina. Inicialmente, a empresa importou os medicamentos, mas logo iniciou a síntese local de alguns deles - como o dantroleno, substância única para o tratamento da Hipertermia Malígna.

Outra importante característica da empresa é o investimento em pesquisa e síntese, o que a diferencia dos demais laboratórios nacionais. Desde 1988, a Cristália sintetiza princípios ativos no Núcleo de Desenvolvimento Farmoquímico. A empresa também conta com parcerias com importantes centros de pesquisa nacionais, como Far-Manguinhos, UNICAMP, USP, UFRJ, UFMG e Instituto Butantan. Hoje, é a maior produtora de matérias-primas dentre os laboratórios estabelecidos no país. Ao longo dos anos, os investimentos e o empenho em pesquisa resultaram na síntese local de mais de 70 moléculas e, também, proporcionaram várias patentes, tanto de processos como de produtos.

Dentre as moléculas produzidas, destacam-se:

  • Dantroleno e sevoflurano - A Cristália quebrou o monopólio internacional destas duas substâncias, pois até então apenas uma empresa produzia cada um desses fármacos.
  • Sufentanil e droperidol - As duas substâncias se tornaram padrão ("reference standard") na United States Pharmacopeia - USP (Farmacopéia Americana), algo inédito para moléculas desenvolvidas no Brasil.
  • S+ cetamin e levobupivacaína com excesso enantiomérico de 50% - Esses dois anestésicos tiveram suas moléculas estudadas, a partir de suas formas racêmicas, sendo possível analisar qual isômero era responsável por qual efeito. Este conhecimento permitiu separar os isômeros com melhores perfis terapêuticos, o que resultou em produtos inovadores, com maior eficácia e menos efeitos colaterais. Em março de 2004 foi concedida nos Estados Unidos a patente para o processo de obtenção de S+ cetamina.

No final da década de 90, a Cristália ingressou em novos mercados com as Unidades de Negócios Biológica e Varejo. Recentemente, outras foram criadas: Genéricos, Corporis e Imuno. Entretanto, certamente, é na Farmoquímica que se deposita a maior esperança de um grande futuro para a companhia.

Hoje, a Cristália é reconhecida pelo seu investimento e desenvolvimento em pesquisa e novas moléculas - três destas, ainda inéditas e muito promissoras, estão sendo submetidas a testes necessários à aprovação para o uso terapêutico. Os investimentos nesta área, iniciados há 15 anos, estão dando resultados e colocando a Cristália em lugar de destaque entre os laboratórios farmacêuticos.


0800-7011918



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